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Economia do Dia

Potencial da Energia Solar em Itaipu Pode Dobrar Capacidade

Gabriel Aires
Atualizado em: 22 de abril de 2026 3:09 pm
Gabriel Aires
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A bacia hídrica da represa de Itaipu, situada na divisa entre o Brasil e o Paraguai, na parte Sul do Brasil, abrange aproximadamente 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de extensão, estendendo-se por quase 170 km, desde o dique até o seu oposto, com uma largura média de 7 km nas margens direita e esquerda.

Sumário
Uma usina, muitas fontesBiogás e SAF

A totalidade da potência hidrelétrica presente na área alagada do Rio Paraná, que aciona turbinas capazes de produzir até 14 mil megawatts (MW) de eletricidade, também pode ser utilizada para gerar energia por meio de painéis fotovoltaicos posicionados sobre o espelho d’água. Este é o projeto que está sendo analisado por especialistas brasileiros e paraguaios desde o final do ano passado.

No total, foram colocados 1.584 painéis de energia solar em uma área de menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a apenas 15 metros de uma seção da margem do lado paraguaio, com uma profundidade de em torno de 7 metros.

A instalação solar de Itaipu possui uma capacidade para geração de 1 megawatt-pico (MWp), que representa a máxima possibilidade de produção de energia. Esse montante é equivalente ao consumo de 650 residências e é destinado unicamente ao uso interno, sem comercialização e sem conexão direta à rede de geração hidrelétrica.

Na prática, o intuito da “ilha solar” de Itaipu é atuar como um laboratório para pesquisa voltada a aplicações comerciais futuras. Os engenheiros que participam do projeto investigam todos os aspectos, incluindo a relação das placas com o meio ambiente, possíveis impactos no comportamento da fauna aquática, como peixes e algas, na temperatura da água, o efeito dos ventos sobre a eficiência dos painéis, e a robustez da estrutura, dos flutuadores e do sistema de ancoragem com o solo.

A intenção é, no futuro, ampliar a produção de energia elétrica por esse método, algo que requer atualizações no próprio Tratado de Itaipu, firmado em 1973 entre Brasil e Paraguai e que possibilitou a imensa obra de engenharia compartilhada.

“Se considerarmos um potencial teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com painéis solares, teria capacidade equivalente a outra usina de Itaipu, em termos de geração. Evidentemente, isso não está nos projetos, pois significaria uma área muito extensa e ainda depende de muitos estudos, mas evidencia o potencial dessa pesquisa”, destacou o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti.

Estimativas iniciais sugerem que seriam necessários ao menos quatro anos de implementação para alcançar uma geração solar de 3 mil megawatts (cerca de 20% da capacidade já instalada da hidrelétrica atualmente).

O investimento está avaliado em US$ 854,5 mil (aproximadamente R$ 4,3 milhões na cotação atual). As atividades de instalação foram realizadas por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia), que venceu a licitação.

Uma usina, muitas fontes

A ampliação das fontes energéticas na Itaipu Binacional não se limita apenas aos estudos em energia solar, mas abarca projetos ambiciosos com hidrogênio verde e baterias.

Essas inciativas estão em desenvolvimento no Itaipu Parquetec, um ecossistema voltado à inovação e tecnologia, criado em 2003 pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu (PR). Este núcleo conta com parceria de universidades e empresas tanto do setor público quanto do privado, e já capacitou mais de 550 doutores e mestres em diversas áreas.

Ali, funciona o Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, que se dedica ao desenvolvimento do hidrogênio verde. O hidrogênio é classificado como “verde”, ou sustentável, porque pode ser produzido sem a emissão de gás carbônico (CO₂), que contribui para o efeito estufa e, consequentemente, para o aquecimento global.

A técnica empregada no Itaipu Parquetec é o processo de eletrólise da água, que separa os componentes químicos a partir de moléculas como a da água (H₂O), utilizando equipamentos em processos químicos automatizados realizados em laboratórios.


Foz do Iguaçu (PR), 14/04/2026 - Itaipu Parquetec, centro tecnológico de inovação que integra entidades como instituições de ensino, empresas e órgãos governamentais, da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 14/04/2026 - Itaipu Parquetec, centro tecnológico de inovação que integra entidades como instituições de ensino, empresas e órgãos governamentais, da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 14/04/2026 – Itaipu Parquetec, centro tecnológico de inovação da Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O hidrogênio verde apresenta uma ampla gama de aplicações e pode ser utilizado como insumo sustentável na cadeia de produção industrial, abrangendo áreas como siderurgia, química, petroquímica, agricultura, alimentação, entre outras, além de atuar como combustível para o setor energético e de transporte. Em Itaipu, uma instalação produtora de hidrogênio verde atua como uma plataforma para o desenvolvimento de projetos-piloto.

“Nós somos uma plataforma tecnológica, portanto, trabalhamos para atender, por exemplo, projetos de pesquisa [científica] ou iniciativas para a indústria nacional. Há empresas brasileiras desenvolvendo veículos [movidos] a hidrogênio, incluindo ônibus, por exemplo. Aqui é o espaço para testar e validar esses projetos”, esclareceu Daniel Cantani, gerente do Centro de Tecnologia de Hidrogênio do Itaipu Parquetec.

Uma dessas iniciativas foi apresentada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, onde um barco impulsionado a hidrogênio, fruto de um estudo no Itaipu Parquetec, foi entregue para atuar na coleta seletiva das comunidades ribeirinhas ao redor da capital paraense.

Outro destaque no Itaipu Parquetec é um centro dedicado à gestão energética, que promove pesquisas para desenvolvimento de células e protótipos para fabricação e recuperação de baterias, voltadas para armazenamento de energia, especialmente em sistemas estacionários, voltados para empresas ou outras instalações fixas que necessitam, por exemplo, de uma reserva de energia.

Biogás e SAF

A Itaipu também está investindo na produção de biogás a partir de resíduos orgânicos provenientes dos restaurantes localizados em várias seções da usina e de materiais apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA-Vigiagro) durante fiscalizações na fronteira.

Todo esse material, em vez de ser descartado em aterros, é convertido em biogás e biometano.

A convite da Itaipu Binacional, a Agência Brasil esteve presente, no último dia 13 de abril, na reinauguração da Unidade de Demonstração de Biocombustíveis no complexo da usina. Este local é administrado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), uma organização criada por Itaipu focada em soluções de combustíveis limpos.

Por meio de um procedimento de biodigestão em grandes tanques, alimentos provenientes de contrabando e outros resíduos orgânicos gerados na região são convertidos em combustível limpo, suficiente para abastecer veículos que circulam dentro de Itaipu, sendo alimentados através de cilindros de gás instalados nos mesmos.


Foz do Iguaçu (PR), 13/04/2025 - Unidade de Produção de Hidrocarbonetos Renováveis e de Demonstração de Biocombustiveis da Usina Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 13/04/2025 - Unidade de Produção de Hidrocarbonetos Renováveis e de Demonstração de Biocombustiveis da Usina Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foz do Iguaçu (PR), 13/04/2026 – Unidade de Produção de Hidrocarbonetos Renováveis e de Demonstração de Biocombustíveis da Usina Itaipu Binacional. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Contando com quase nove anos de atividade, segundo a usina, mais de 720 toneladas de resíduos orgânicos foram processados, volume que resultou em biometano suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros, equivalente a 12 voltas ao redor do planeta.

A planta também está desenvolvendo, em caráter experimental, o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser utilizado na produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel, em inglês).

“Eu acredito que nos próximos 10 anos, iremos ouvir muito sobre combustíveis avançados. Vamos ver muitas notícias sobre hidrogênio, sobre SAF, especialmente devido à lei sobre combustíveis do futuro, que está a caminho com mandatos. O biometano e o SAF são temas atuais”, enfatiza Daiana Gotardo, diretora técnica do CIBiogás.

*A equipe da Agência Brasil foi convidada pela Itaipu Binacional para a viagem.

Fonte: Agência Brasil

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TAGS:BiogásEnergia Solarhidrogênio verdeItaipu BinacionalSAF
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