Na quinta-feira (7), o mercado financeiro brasileiro fechou em um ambiente de aversão ao risco, influenciado pela acentuada queda do petróleo no mercado internacional, por reações a resultados financeiros de empresas e por incertezas relacionadas às negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
O Ibovespa registrou uma diminuição superior a 2%, alcançando seu nível mais baixo desde o final de março, enquanto a cotação do dólar permaneceu praticamente estável.
A possibilidade de um entendimento provisório entre Washington e Teerã para cessar o conflito no Oriente Médio diminuiu as apreensões sobre o fornecimento global de petróleo, resultando na queda dos preços do produto, o que impactou as ações das petrolíferas e influenciou os mercados ao redor do mundo.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma descida de 2,38%, fechando em 183.218 pontos, que é o menor patamar desde 30 de março. Durante o dia, o índice atingiu a mínima de 182.868 pontos. O total de movimentação financeira foi de R$ 32,08 bilhões.
A diminuição foi acentuada pelos resultados financeiros decepcionantes de grandes empresas dos setores de energia e financeiro. A queda do petróleo no mercado internacional também exerceu pressão sobre as ações da Petrobras, que tem um peso significativo no índice, e de outras empresas petrolíferas.
Em Nova York, o índice S&P 500 encerrou o dia com uma queda de 0,38%.
Dólar em movimentação
O dólar comercial apresentou uma volatilidade moderada e finalizou o pregão com variações leves em meio à alternância de informações sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas entre EUA e Irã.
A moeda dos Estados Unidos terminou o dia com uma ligeira alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. Porém, no acumulado de 2026, apresenta uma queda de 10,31% em comparação ao real.
Pela manhã, o mercado teve uma reação positiva à possibilidade de um acordo temporário para suspender os combates entre as forças iranianas e os estadunidenses. Nesse contexto, o dólar perdeu força frente a várias moedas emergentes.
No Brasil, a moeda atingiu a mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas posteriormente começou a oscilar novamente próxima da estabilidade ao longo do dia.
Após o meio-dia, novas informações referentes ao Estreito de Ormuz elevaram a cautela entre os investidores. Uma reportagem do The Wall Street Journal sugeriu que o governo norte-americano planejava reiniciar operações de escolta a embarcações comerciais na região.
Esse movimento gerou incertezas sobre a viabilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, fazendo o dólar subir para R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar mais uma vez.
Os investidores também estavam atentos à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e ao encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e teve como pautas discussões sobre comércio e tarifas.
Petróleo tem baixa
Os contratos de petróleo no mercado internacional finalizaram em baixa após um pregão extremamente volátil.
O barril do tipo Brent, que serve como referência para a Petrobras, teve um recuo de 1,19%, fechando a US$ 100,06. Já o petróleo WTI, do Texas, utilizado nas transações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, fechando a US$ 94,81.
Os preços chegaram a apresentar uma queda menor após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares dos EUA, declarou que a informação sobre a retomada das escoltas estava errada.
O governo iraniano comunicou que ainda está avaliando as propostas feitas pelos Estados Unidos para dar fim ao conflito. Simultaneamente, Teerã aumentou o controle sobre as embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, a principal rota marítima para a exportação global de petróleo.
Fonte: Agência Brasil
